Quanto os preços sobem no Brasil
O IPCAi, o índice oficial de inflação, no último mês publicado, no ano e em 12 meses; o que subiu mais em cada grupo de gasto (comida, transporte, moradia…); como varia entre as regiões; e a comparação com ameta do Banco Centrali desde 1999. Tudo direto do IBGE e do Banco Central.
Inflação em 12 meses, mês a mês, desde 1996
Fonte: IBGE, IPCA (SIDRA 1737), variação acumulada em 12 meses. A série do IBGE começa em dezembro de 1979, mas o gráfico começa em 1996: antes do Plano Real a inflação chegava a milhares por cento ao ano e achataria todo o resto.
Ano a ano: o que a inflação foi e qual era a meta
Fontes: IBGE (IPCA acumulado no ano, dezembro de cada ano) e Banco Central (SGS série 13521, meta definida pelo Conselho Monetário Nacional). A meta tem uma margem de tolerância que não está no gráfico; anos "acima" e "abaixo" comparam só com o valor central.
O que subiu mais em 12 meses, por grupo de gasto
| Grupo de gasto | No mês | No ano | 12 meses | Peso na cesta |
|---|---|---|---|---|
| Educação | 0,04% | 5,80% | 5,95% | 6,2% |
| Despesas pessoais | 0,26% | 4,24% | 5,90% | 10,4% |
| Saúde e cuidados pessoais | 0,08% | 4,82% | 5,75% | 13,8% |
| Alimentação e bebidas | 0,83% | 4,37% | 4,66% | 21,5% |
| Habitação | 2,31% | 4,35% | 4,22% | 15,3% |
| Transportes | 0,89% | 2,84% | 3,94% | 20,2% |
| Vestuário | 0,71% | 1,85% | 3,34% | 4,6% |
| Comunicação | 0,64% | 2,77% | 2,79% | 4,5% |
| Artigos de residência | 0,27% | 2,81% | 2,08% | 3,5% |
| Índice geral | 0,82% | 3,95% | 4,58% | 100,0% |
Fonte: IBGE, IPCA por grupo (SIDRA 7060), setembro de 2026. O pesoi é quanto o grupo representa no gasto da família média pesquisada; por isso um item pequeno que sobe muito mexe pouco no índice geral.
Onde os preços subiram mais (setembro de 2026)
| Região pesquisada | Tipo | No ano | 12 meses |
|---|---|---|---|
| Goiânia - GO | município | 4,38% | 6,08% |
| Fortaleza - CE | região metropolitana | 4,52% | 5,10% |
| Porto Alegre - RS | região metropolitana | 3,93% | 5,02% |
| Grande Vitória - ES | região metropolitana | 4,28% | 4,91% |
| Brasília - DF | município | 3,98% | 4,91% |
| Recife - PE | região metropolitana | 4,12% | 4,79% |
| Campo Grande - MS | município | 4,45% | 4,78% |
| São Paulo - SP | região metropolitana | 4,14% | 4,75% |
| Aracaju - SE | município | 4,26% | 4,74% |
| Rio de Janeiro - RJ | região metropolitana | 4,11% | 4,72% |
| São Luís - MA | município | 4,74% | 4,32% |
| Salvador - BA | região metropolitana | 3,55% | 4,23% |
| Rio Branco - AC | município | 3,34% | 4,21% |
| Belo Horizonte - MG | região metropolitana | 3,84% | 4,16% |
| Belém - PA | região metropolitana | 3,74% | 4,01% |
| Curitiba - PR | região metropolitana | 2,60% | 2,72% |
Fonte: IBGE, IPCA por região (SIDRA 7060). O IPCA é calculado em 16 áreas: 10 regiões metropolitanas e 6 municípios. O índice nacional é a média ponderada delas pelo peso de cada área no consumo — não existe IPCA de cada estado.
Quanto os preços subiram desde…
| Dezembro de | Preços multiplicados por | R$ 100 daquela época valem hoje | R$ 100 de hoje valiam |
|---|---|---|---|
| 1995 | 6,19× | R$ 618,52 | R$ 16,17 |
| 2000 | 4,57× | R$ 457,14 | R$ 21,88 |
| 2005 | 3,04× | R$ 303,53 | R$ 32,95 |
| 2010 | 2,41× | R$ 240,80 | R$ 41,53 |
| 2015 | 1,71× | R$ 171,28 | R$ 58,38 |
| 2020 | 1,38× | R$ 138,40 | R$ 72,25 |
| 2024 | 1,08× | R$ 108,38 | R$ 92,26 |
Calculado com o número-índice do IPCA (IBGE, SIDRA 1737), de dezembro do ano até setembro de 2026. De dezembro de 1980 até hoje os preços foram multiplicados por 506.987.713.693 — o país trocou de moeda cinco vezes no caminho, então o número serve para mostrar a escala da hiperinflação, não para converter dinheiro antigo.
O que os números dizem
- Nos 12 meses até setembro de 2026, os preços subiram 4,58%. A meta para 2026 é 3,0%.
- O grupo que mais subiu foi educação (5,95% em 12 meses) e o que menos subiu, artigos de residência (2,08%). O que mais pesa na cesta é alimentação e bebidas (21,5% do gasto da família média).
- Entre as áreas pesquisadas, a maior alta em 12 meses foi em Goiânia - GO (6,08%) e a menor em Curitiba - PR (2,72%).
- Desde 1999, quando começou o regime de metas, a inflação fechou acima do valor central da meta em 21 dos 27 anos fechados — sem contar a margem de tolerância, que o Conselho Monetário Nacional define em torno do valor central.
- R$ 100 de dezembro de 2000 compram hoje o mesmo que R$ 21,88 compravam lá atrás; para comprar o que R$ 100 compravam em 2000, hoje são precisos R$ 457,14.
Frases calculadas automaticamente a partir dos dados acima.
O que significam os termos desta página
- IPCA
- Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, o índice oficial de inflação do país. O IBGE acompanha todo mês o preço de centenas de produtos e serviços em 16 áreas e calcula quanto subiu a cesta de uma família com renda de 1 a 40 salários mínimos. É o índice usado na meta do Banco Central.
- INPC
- Índice Nacional de Preços ao Consumidor: mesma coleta do IPCA, mas com a cesta das famílias que ganham até 5 salários mínimos, onde comida e transporte pesam mais. É o índice usado em muitos reajustes salariais.
- Meta de inflação
- Percentual de alta de preços que o Conselho Monetário Nacional define como objetivo para o ano; o Banco Central usa os juros para persegui-la. Há uma margem de tolerância em torno do valor central, que não mostramos no gráfico.
- Peso na cesta
- Quanto cada grupo representa do gasto da família média pesquisada. Alimentação e transporte pesam muito; comunicação pesa pouco. Por isso um item que sobe 20% pode mexer pouco no índice geral se o peso dele for pequeno.
Definições conforme a Lei 4.320/1964 e o Manual Técnico de Orçamento (SOF). Detalhes na metodologia.